Eles te compraram não adianta mudar
Eles tem sua vida nas mãos
Garantem seu futuro e um lugar pra morar
Eles criam a ilusão
GRANDES CORPORAÇÕES GERAM CINISMO MORAL!
GRANDES CORPORAÇÕES GERAM CINISMO MORAL!
Funcionário do mês, um idiota outra vez
Com sua foto no mural
Dos meus melhores amigos, seus idealismos
Se vendem todos no final.
GRANDES CORPORAÇÕES GERAM CINISMO MORAL!
GRANDES CORPORAÇÕES GERAM CINISMO MORAL!
GRANDES CORPORAÇÕES, IMPÉRIO DO MAL.
McCain x Obama
por Robson Assis | tags Crítica | 4.11.08 COMENTE!
Quem será que vai apoiar a volta da ALCA? E do NAFTA? Quem defende a omissão às patifarias do Chavez, quem não quer a Rússia por perto? Em consideração ao mundo, você sabe em quem votaria hoje, nos EUA? As respostas não são claras, tampouco fáceis de saber. Quem decidirá pelo futuro do mundo, pelas guerras, pela diminuição da poluição, pela extinção da pobreza. Nenhum deles! As prioridades governamentais são gerar riqueza e lucros em bancos que fabricam dinheiro inexistente, marginalizam a sociedade em dívidas e colocam como seu principal meio de sua sobrevivência, a nossa subserviência. Não, eu não acredito na democracia. Não acredito e acho ridículo acreditar que um cidadão possa decidir por milhares de outros, isso é, no mínimo, inaceitável. Se você não vai com a cara nem do seu vizinho rabugento que conhece a anos, por que acreditaria em alguém que sequer ouviu falar? Sem mais perguntas, a decisão fica a cargo da nossa ilusão, fica pela crença indecorosa de que dias melhores virão.
Para refletir:
Quem será o dono do mundo?
http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2008/eleicaoeua/infograficos/quiz-bush.jhtm
Documentário:
Orwell Rolls in His Grave (quem quiser uma cópia eu gravo)
Para refletir:
Quem será o dono do mundo?
http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2008/eleicaoeua/infograficos/quiz-bush.jhtm
Documentário:
Orwell Rolls in His Grave (quem quiser uma cópia eu gravo)
Reflexões acerca do cárcere de trabalhar
por Robson Assis | tags Contos | 23.10.08 1 Comentário
I.
De manhã me levanto com aquele despertador
Que mais parece querer que eu me suicide naquele instante
Tudo na porra do meu dia parece querer isso
Me entreolho no espelho, com as luzes apagadas
Para não acordar ninguém que ainda esteja sonhando
Vejo meus livros, meus K7s, minhas revistas
E por mais forte e pesado que eu insista
Não consigo mais ver vida dentro daquele lugar
Pego o carro, passo por bairros conhecidos
Uma estrada que chega até o rio e me leva ao trabalho.
Estaciono, passo o crachá em algumas catracas
Subo sonolento as escadas, com raiva
A última catraca me cede passagem, sento à mesa
Mensagens, cobranças, planilhas, notas fiscais
Certamente há quem sinta pena
Vejo o dia clarear, o sol adentra a sala por uma janela com frisos
Realmente parece um cadeião para condenados.
Na hora do almoço, cruzou outras duas catracas
Me sirvo de um bandeco comida sem gosto e pálido
E, pelo menos, me sirvo.
II.
A tarde chega, um calor, telefones que tocam, conversas
Uma dor nas costas provoca e amaldiçoa o desânimo
Vejo milhares de pessoas, milhares de máquinas
Sedentos por algo além de tocável, que se possa mostrar
Carros do ano, apartamentos de luxo, brindes de champagne no natal
E eu com este gosto podre, este fel infernal
Vou matando os segundos até que as horas tenham fim
Não me empenho, não prospero, não tenho esperança
Acho que muito disso morreu em mim ainda quando criança
E o que sobrou foram os restos mortais de um anjo frustrado
Minhas paixões são cada vez mais sobrepostas por esse tédio
Criamos em nossas mentes, ilusões perfeitas
E a omissão a nós mesmos acaba sendo a cura para todas as doenças
Quem sabe um dia isso não terá um fim incerto
Tenho certeza que não vou ouvir isso de ninguém aqui perto.
III.
Mais de 10 horas neste lugar me traz uma angústia
Que eu sequer consigo demonstrar
Entro no carro após o expediente, ligo o rádio
Boto pra escutar as mixtapes que gravo e trago comigo
Volto pela mesma estrada, os mesmos lugares
Os mesmos acidentes, o mesmo trânsito opaco e frio
O próprio sol já se encarregou de descansar
Cansou de me esperar para ir deitar
Chego em casa, abro a porta
Sinto quando minha presença incomoda
E minha casa se torna o único lugar do mundo
Em que não me sinto em casa.
IV.
Passo a tentar ler algum livro, coisa que o valha
Deito na cama, ligo o som, pego o Baudelaire
Dez minutos depois, sinto que nem ele me quer
E adormeço para no outro dia recomeçar este martírio
Uma detenção sem muros que o poeta cantou
E que por muitos e muitos anos
Ainda aqui estou.
De manhã me levanto com aquele despertador
Que mais parece querer que eu me suicide naquele instante
Tudo na porra do meu dia parece querer isso
Me entreolho no espelho, com as luzes apagadas
Para não acordar ninguém que ainda esteja sonhando
Vejo meus livros, meus K7s, minhas revistas
E por mais forte e pesado que eu insista
Não consigo mais ver vida dentro daquele lugar
Pego o carro, passo por bairros conhecidos
Uma estrada que chega até o rio e me leva ao trabalho.
Estaciono, passo o crachá em algumas catracas
Subo sonolento as escadas, com raiva
A última catraca me cede passagem, sento à mesa
Mensagens, cobranças, planilhas, notas fiscais
Certamente há quem sinta pena
Vejo o dia clarear, o sol adentra a sala por uma janela com frisos
Realmente parece um cadeião para condenados.
Na hora do almoço, cruzou outras duas catracas
Me sirvo de um bandeco comida sem gosto e pálido
E, pelo menos, me sirvo.
II.
A tarde chega, um calor, telefones que tocam, conversas
Uma dor nas costas provoca e amaldiçoa o desânimo
Vejo milhares de pessoas, milhares de máquinas
Sedentos por algo além de tocável, que se possa mostrar
Carros do ano, apartamentos de luxo, brindes de champagne no natal
E eu com este gosto podre, este fel infernal
Vou matando os segundos até que as horas tenham fim
Não me empenho, não prospero, não tenho esperança
Acho que muito disso morreu em mim ainda quando criança
E o que sobrou foram os restos mortais de um anjo frustrado
Minhas paixões são cada vez mais sobrepostas por esse tédio
Criamos em nossas mentes, ilusões perfeitas
E a omissão a nós mesmos acaba sendo a cura para todas as doenças
Quem sabe um dia isso não terá um fim incerto
Tenho certeza que não vou ouvir isso de ninguém aqui perto.
III.
Mais de 10 horas neste lugar me traz uma angústia
Que eu sequer consigo demonstrar
Entro no carro após o expediente, ligo o rádio
Boto pra escutar as mixtapes que gravo e trago comigo
Volto pela mesma estrada, os mesmos lugares
Os mesmos acidentes, o mesmo trânsito opaco e frio
O próprio sol já se encarregou de descansar
Cansou de me esperar para ir deitar
Chego em casa, abro a porta
Sinto quando minha presença incomoda
E minha casa se torna o único lugar do mundo
Em que não me sinto em casa.
IV.
Passo a tentar ler algum livro, coisa que o valha
Deito na cama, ligo o som, pego o Baudelaire
Dez minutos depois, sinto que nem ele me quer
E adormeço para no outro dia recomeçar este martírio
Uma detenção sem muros que o poeta cantou
E que por muitos e muitos anos
Ainda aqui estou.
Criando monstros e fantasmas
por Robson Assis | tags Crítica | 20.10.08 2 Comentários
Certas vezes me sinto desleixado. Talvez por ser um jornalista escória da raça. Não leio o Estadão todos os dias, nem tento ler o NY Times - OK, mas só algumas vezes - Sequer tenho tino para escolher matérias boas e mandar para os amigos mais próximos. O que sei é enxergar o jornalismo de fora, como um analista, entender seus fracassos, seus trejeitos.
A mídia, com poucas 'Isabelas' para contracenar na retrospectiva, buscou mais atores, mais vilões, criaram uma minisérie de quatro capítulos com o caso do rapaz que sequestrou a ex-namorada e a amiga em Santo André. Cada dia aquilo, tinha mais cara de produção da Globo. O CDH parecia até com o Projac.
Conspirações à parte, quero que me expliquem. Por que um refém sequestrado voltaria ao seu cativeiro? Como uma equipe policial organizada, tática e meticulosa não consegue invadir um conjunto habitacional? Se havia risco do fulano matar as vítimas, porque não trataram o sequestrador como um criminoso, mas como um ser humano decepcionado com a vida?
Bom, aí vai minha recomendação cinematográfica de hoje para entender porque eu tenho tanta cisma com a mídia:
O Quarto Poder (1997)
Em Madeline, Califórnia, um repórter de televisão (Dustin Hoffman) que está em baixa, mas já foi um profissional respeitado de uma grande rede, está fazendo uma cobertura sem importância em um museu de história natural quando testemunha um segurança demitido (John Travolta) pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaçar a diretora da instituição com uma espingarda. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo acidental um antigo colega de trabalho. O repórter, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma geométrica, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence ao segurança que este lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.
A mídia, com poucas 'Isabelas' para contracenar na retrospectiva, buscou mais atores, mais vilões, criaram uma minisérie de quatro capítulos com o caso do rapaz que sequestrou a ex-namorada e a amiga em Santo André. Cada dia aquilo, tinha mais cara de produção da Globo. O CDH parecia até com o Projac.
Conspirações à parte, quero que me expliquem. Por que um refém sequestrado voltaria ao seu cativeiro? Como uma equipe policial organizada, tática e meticulosa não consegue invadir um conjunto habitacional? Se havia risco do fulano matar as vítimas, porque não trataram o sequestrador como um criminoso, mas como um ser humano decepcionado com a vida?
Bom, aí vai minha recomendação cinematográfica de hoje para entender porque eu tenho tanta cisma com a mídia:
O Quarto Poder (1997)
Em Madeline, Califórnia, um repórter de televisão (Dustin Hoffman) que está em baixa, mas já foi um profissional respeitado de uma grande rede, está fazendo uma cobertura sem importância em um museu de história natural quando testemunha um segurança demitido (John Travolta) pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaçar a diretora da instituição com uma espingarda. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo acidental um antigo colega de trabalho. O repórter, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma geométrica, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence ao segurança que este lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.
Caio Blat conta como foi morar em Capão Redondo
por Robson Assis | tags Notícias | COMENTE!
(14/04/2008 - 17h49)
Como nunca acredito em nada que leio por aí, vou ficar apenas com as impressões dos que me disseram sobre a passagem do ator pelo bairro.
Humilhado? Ele não viu nada mesmo...
Caio Blathttp://cineclick.uol.com.br/noticias/index.php?id_noticia=19095
Em entrevista para o jornal carioca O Dia, o ator Caio Blat (Baixio das Bestas) conta que foi humilhado no período em que morou numa favela do bairro de Capão Redondo, na periferia de São Paulo. Ao tentar ser atendido num restaurante, o garçon disse para ele pedir comida direto no caixa, e sumiu, deixando o ator à espera por 15 minutos. Segundo Blat, "na visão de muita gente, um garoto de periferia não pode ir a um restaurante". E completa: "Foi humilhante".
O ator alugou uma casa no bairro, "onde nasceu o rap", para se preparar para o papel de Macu e, ao mesmo tempo, estar mais perto das filmagens de Bróder, primeiro longa de Jeferson De. Ele diz que foi excitante viver um protagonista branco "sob a perspectiva dos negros".
Aos poucos, os resistentes moradores acabaram aceitando o intruso. Até o politizado Mano Brown, líder dos Racionais, o acolheu. Sua casa virou ponto de encontro para jogar vídeo game e ouvir rap.
A experiência parece ter sido realmente marcante. Ao falar da comunidade, Caio menciona o aumento da expectativa de vida, por causa da união das antigas facções do crime com o PCC (Primeiro Comando da Capital), que trouxe uma aparente paz à região. O crime ainda existe, mas "de forma velada". Segundo ele, a máxima da favela é "bandido bom é aquele que não machuca ninguém".
Como nunca acredito em nada que leio por aí, vou ficar apenas com as impressões dos que me disseram sobre a passagem do ator pelo bairro.
Humilhado? Ele não viu nada mesmo...
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